Participei de um concurso vagabundo para escrever um poema com as palavras Amor, Amizade, Esperança e Liberdade e, para variar, não ganhei nada. Devia ter clonado Batatinha Quando Nasce enxertando as palavras de qualquer jeito e ser filha do dono da Jandaia, aí ganhava. O poema está aí embaixo, prova cabal de que batata faz bem para o cérebro, porque está lindo. Se alguém o achar por aí, fingindo que é de outra pessoa, saiba que é MEU, MEU, MEEEEEEU!!!!!!!
A Vida é uma luta, uma cruel batalha,
Uma guerra deflagrada tão logo se inicia a jornada.
Se olho prá trás, o Tempo me alcança;
Se penso em me render, me chama a Esperança.
Em alguns combates, derrotou-me o Medo;
Em outros, a Fé me carregou nos braços...
Inúmeras vezes o Amor fez minha alma prisioneira...
Outras tantas, a Desilusão atacou-me as barricadas.
Camuflei muita dor com um sorriso;
Remendei minha farda com palavras...
Tantos companheiros perdidos no caminho:
Restaram imagens e vozes, histórias, Amizade...
Porque não abri mão, não desisti ainda?
Por quê tanta ferida aberta? Prá nada?
Refém da Solidão, embora acompanhada,
Em vão suplico por Liberdade... Justiça...
Mas a vida só me dá Misericórdia.
Sonhos mortos, enterrados – trago no peito os feridos...
Ergo-lhes marcos, por memória e lealdade.
Às vezes escapo das armadilhas do destino.
Mas a que preço?
Cicatrizes, lágrimas, mentira e verdade.
A Evolução me chama à luta, às armas
Me entrega, soberana, o soldo da experiência...
As medalhas de cada vitória alcançada.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
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