O que me define não é apenas a forma como o mundo me vê, mas a forma como eu vejo o mundo. As escolhas que faço. Os sonhos que abandono e os que carrego comigo. O sonho de sempre me superar, não importa o preço. Um dia, já foi sonho cruzar o oceano, descobrir novos caminhos, alcançar a lua... Um dia um caderno foi apenas um amontoado de folhas, meramente armazenando dados ou dando vazão à criatividade e à inspiração, sem acrescentar nada além de seus espaços vazios... O Homem atravessou o oceano, deu a volta ao mundo e descobriu que este não tinha fim; contornou continentes e atravessou obstáculos, montanhas e vales, descobriu como encurtar distâncias físicas e culturais, aprendendo línguas e intercambiando experiências... O Homem pisou na lua e viu que era insignificante em tamanho, mas infinito em ambição. O caderno virou 3G. Os oceanos para cruzar são outros, bem como os instrumentos e os caminhos. A nova lua reflete o sol da informação sem limites. Novos mares para navegar são constantemente criados e novos recursos fazem de meu caderno a minha jangada, de folhas como velas e mapas, diários de viagens e mensagens a amigos distantes... O que me define, hoje, são esses mares pelos quais navego e os companheiros que acolho em minhas jornadas. Minha vida e a de ninguém mais será a mesma de posse deste caderno sem limites. Contudo, não foi assim também quando aprendemos a usar o fogo, banindo a escuridão para sempre de nossas vidas?
terça-feira, 24 de março de 2009
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